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O papel do cartório de proteção de direitos fundamentais é de primordial importância



O Cartório Zonta teve a honra de receber a equipe da Anoreg MS esta semana! 🎉 Como parte da série "Visita aos cartórios", nosso tabelião Fábio Zonta apresentou as novas instalações do cartório na Rua Dom Aquino e bateu um papo agradável com os visitantes. Leia abaixo a reportagem na íntegra.


Campo Grande, MS – Maio de 2024. Nas imediações de dois dos principais locais de atendimento ao cidadão em Campo Grande está localizado o novo prédio do Cartório do 7º Ofício. A instalação da sede é conveniente, pois quem depende dos serviços do Fórum e da Central do Cidadão da Prefeitura também há de necessitar de uma serventia extrajudicial nas proximidades, para buscar atendimento com fácil acesso.


Recém-inaugurado, desde outubro de 2023, o cartório que antes se localizava na Rui Barbosa agora tem sua sede própria e construída sob medida na Dom Aquino, entre as ruas José Antônio e Padre João Crippa. “Foi uma mudança programada. Há anos que eu venho planejando”, revelou Fabio Zonta, tabelião do 7º Ofício, destacando ainda a boa receptividade dos clientes, que não escondem o apreço pelas novas instalações.


Em relação ao prédio anterior, que sediou o cartório por doze anos, são muitas novidades. A duplicação de tamanho é uma delas – além dos dois pisos, estacionamento, acessibilidade e outras inovações adotadas para aperfeiçoar a recepção e atendimentos aos clientes, bem como aos colaboradores. “O prédio foi planejado para atender a população. Adotamos uma arquitetura nos padrões da sustentabilidade, dentro das normativas, do padrão da ABNT. Buscamos aqui o que há de melhor”, explica Zonta.




O atendimento é segmentado. No piso térreo, fica o setor onde há maior fluxo de pessoas. Já no superior, o atendimento é mais personalizado, mas ambos são humanizados, conforme esclarece o tabelião. Acolhimento e atendimento ao cliente, inclusive, são atividades que fazem parte da vida profissional de Zonta desde os 15 anos, quando foi auxiliar de cartório em Bauru (SP), sua cidade de origem. “Depois eu fui escrevente e trabalhei lá por 13 anos, até ser aprovado no concurso público. Então, fui para Cassilândia, no interior de MS, onde atuei no cartório de notas e registro das pessoas naturais. Fiquei lá na comunidade por seis anos, onde fui bem recebido, entreguei bastante coisa, fiz muito casamento comunitário. Depois, passei novamente no concurso, e aqui estou há treze anos”, conta.


Zonta concluiu o mestrado em Araçatuba e atualmente concilia o tabelionato com o curso de doutorado em São Paulo. Sobre sua rotina no cartório, relata: “No período da manhã eu fico mais com a parte técnica, reviso minutas, preparo modelos, realizo reuniões pontuais. Já o período da tarde eu reservo para receber os clientes”.


Atendimento – Atualmente, o cartório conta com 23 colaboradores e uma média diária de 200 a 300 atendimentos. De todos os serviços ofertados no local, Zonta afirma que zela pelo carinho e atenção na condução de todos, desde uma escritura, testamentos, reconhecimentos de firma e autenticação. “Importante é atender bem a demanda do cliente. Cada um tem uma necessidade particular”, defende.


Sobre os desafios como tabelião, Zonta lista alguns. “Cada dia tem uma novidade, uma demanda diferente, um desafio diferente… Mas acho que o maior desafio da sociedade em geral é a falta de integridade. Mas o cartório está aí para impedir certos tipos de golpes, de golpistas, aproveitadores, de tentativa de fraude em relação a pessoas vulneráveis, idosos. Estamos aqui para assessorar essas pessoas mais vulneráveis para que não sejam vítimas de tanto golpe. Temos essa função de dar segurança jurídica para a comunidade”, salienta.


“Eu acho que os cartórios hoje em dia estão assumindo um novo papel como um novo protetor dos direitos humanos, principalmente das pessoas vulneráveis. Te dou um pequeno exemplo: uma pessoa idosa vem ao cartório porque quer fazer uma procuração para alguém e o cartorário, dentro da sua expertise, dentro da sua experiência, percebe que essa pessoa não tem aptidão para manifestar a sua vontade, e o cartório está aí para obstar uma procuração feita indevidamente para um terceiro que talvez queira ludibriar essa pessoa idosa. Então, o papel do cartório de proteção de direitos fundamentais dessa pessoa é de primordial importância”, destaca o tabelião.


Ao relembrar uma passagem anedótica da sua vida profissional, Zonta narra que, logo que se graduou em Direito, tomou uma decisão que julgava ser a mais acertada, mas que, ao final, julgou não ser tão sábia. Rindo da passagem, ele relata: “Recém-formado em Direito, eu era escrevente no cartório… rapaz novo, né?! Então, toda essa jovialidade, às vezes a gente também erra… e leva as pessoas a cometerem erros. Como tinha acabado de me formar, meu sonho era ter uma plaquinha na mesa com o meu nome escrito “bacharel”. Então, na mesa do cartório, em Bauru, estava a placa com o escrito: Bel. Fábio Zonta”, conta ele destacando a abreviação da palavra bacharel seguida do seu nome. “Certa vez atendi um senhorzinho, que viu a placa e começou a me chamar de senhor Bel e eu fiquei envergonhado de corrigi-lo. Desde aquele dia eu nunca mais coloquei “Bel” na frente do meu nome”, prosseguiu o tabelião, rindo da situação. “Mandei corrigir a placa imediatamente”, concluiu.


Fabio Zonta é tabelião do 7º Tabelionato de Notas de Campo Grande/MS, aprovado em 2º lugar no concurso público de remoção. Cursa doutorado em Direito, pela Faculdade Autônoma de Direito, FADISP, São Paulo, Brasil (co-tutela) Universidad de Salamanca, Espanha. É Mestre em Direito, pelo Centro Universitário Toledo (Araçatuba/SP). É pós-graduado em Direito Civil e Direito Processual Civil. É membro da Commission on Human Rights (CDH), da União Internacional do Notarial – UINL, da Gestão 2023/25. Foi coordenador da Comissão Nacional de Ética do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal, diretor-executivo do Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal, Presidente-fundador do Colégio Notarial do Brasil Seção Mato Grosso do Sul, conselheiro vitalício do Colégio Notarial do Brasil – Seção Mato Grosso do Sul, diretor da especialidade Notas na ANOREG-MS, conselheiro da Associação Pestalozzi de Campo Grande. Foi tabelião do 2º Tabelionato de Notas e de Registro Civil de Cassilândia/MS, escrevente e auxiliar de Cartório do Segundo Tabelião de Notas e Protesto de Letras e Títulos da comarca de Bauru/SP. É autor de artigos jurídicos e dos livros: O Instituto da Representação Voluntária no Novo Código Civil e no Direito Notarial e Anencefalia e o Princípio da Dignidade.



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